segunda-feira, 26 de maio de 2014

A Fertilização "in Vitro"

A fertilização in Vitro é utilizada por casais que queiram ter um filho, mas que possui algum tipo de problemas, acabam não conseguindo pelo método tradicional, assim como existem outros que tentam ajudar doando o óvulo já fecundado.
Com o avanço da tecnologia, esta técnica se torna muito mais segura para se ter um filho.
Desde 1998, que nasceu o primeiro bebê com esta técnica, ela vem se desenvolvendo cada vez mais, proporcionando altas taxas de sucesso, realizando assim o sonho de muitos casais.

O lado negativo da Fertilização in Vitro

A principal complicação da fertilização in vitro é o risco de nascimento múltiplos (gêmeos, trigêmeos, quadrigêmeos, etc). Isso está diretamente relacionado à prática de transferir múltiplos embriões. Os nascimentos múltiplos estão relacionados à elevação no risco de perda de gravidez, complicações obstétricas, parto prematuro e mortalidade neonatal. Foi estabelecido em alguns países limites para o número de embriões que podem ser transferidos para reduzir o risco de ter nascimento de trigêmeos ou mais. Outro risco da estimulação ovariana é o desenvolvimento de síndrome de hiperestimulação ovariana

Vantagens da Fertilização "in vitro"


A  Fertilização "in vitro" e uma técnica medicinal que esta em aperfeiçoamento. Embora ainda não tenha uma taxa de sucesso alta, ela tem muitas vantagens quais são: 
  • Mulheres que fizeram laqueação das tropas podem recorrer a esta técnica para terem filhos; 
  • Mulheres que já entraram na menopausa, através de tratamentos adequados também poderão recorrer à FIV para engravidar; 
  • Homens que fizeram vasectomia podem proceder á recolha dos seus espermatozoides, recorrendo a esta técnica, afim de engravidar a mulher; 
  • Casais que possuam doenças hereditárias genéticas podem recorrer a esta técnica, sendo escolhidos e implantados os embriões que não apresentem a mesma doença, isto se a possibilidade de transmissão não for de 100%;   Nesta técnica só os embriões de melhor qualidade são transferidos para o útero materno; 

mais o que torna melhor e que para um casal  infértil, os benefícios da fertilização in vitro são tremendos. Não importa a situação, um óvulo sempre será unido a uma célula de esperma viável e será inserido no corpo da mulher. Procedimentos como injeção intracitoplasmática de espermatozoides, a eclosão assistida, aconselhamento genético e transferência de embriões congelados são todos possíveis através da FIV ( Fertilização "in vitro").Doadores de esperma e óvulos são utilizados às vezes, de modo que este é um outro benefício, se o casal não é capaz de usar o esperma do homem ou os óvulos da mulher por algum motivo.



Procedimento Fertilização In Vitro

1)Os Exames 
O tratamento se inicia com os exames para o diagnóstico da infertilidade. Depois de analisar os resultados, o médico vai constatar se de fato o melhor caminho para o casal é o procedimento de fertilização in vitro (FIV). O procedimento da fertilização se inicia junto do ciclo menstrual da mulher. Primeiramente, ela vai à clínica para ser submetida a uma ultrassonografia. Durante o exame, o médico vai identificar se tudo está em ordem com o útero.

2) Medicação 
Feita a ultrassonografia, a paciente é submetida à medicação. A estimulação ovariana é feita diariamente por meio de injeções subcutâneas. Em média, são de oito a nove dias de medicação. Paralelamente, a cada três ou quatro dias, são feitas ultrassonografias para medir o número e tamanho dos folículos. Quando os folículos chegam a 18 milímetros, eles já estão maduros e está chegando a hora de fazer a retirada dos óvulos. Quando chega esse momento, é injetada na paciente uma medicação que completa a maturação do óvulo. A coleta do óvulo é feita 36 horas após a tomada do medicamento.
3) Retirada dos óvulos 
Para retirar os óvulos da paciente, ela é submetida a uma punção. Antes do procedimento, ela será sedada com um anestésico para que não sinta a leve picada da agulha da punção. Depois de retirado os óvulos, eles vão para as mãos do biólogo e para a fertilização no laboratório. A paciente fica de repouso por aproximadamente 30 minutos até passar o efeito anestésico.

4) Os espermatozoides
O marido vai até a clínica para fazer a coleta dos espermatozoides. Após a coleta, o sêmen passa por um processo de "limpeza" e é feita a seleção dos melhores espermatozoides. No caso de homens que tenham passado por uma vasectomia, a coleta é feita por meio de uma punção no testículo.

5) Fecundação 
Quando a fertilização é a da modalidade "clássica", depois de colhido os óvulos e os espermatozoides, o biólogo coloca em um mesmo espaço e espera que um dos espermatozoides selecionados alcance o óvulo. No caso na FIV por inserção introplásmatica de espermatozoide (ICSI), o espermatozoide é colocado diretamente dentro do óvulo pelo biólogo. Feita a fecundação, o biólogo observa diariamente a evolução dos embriões.

6) Transferência dos embriões
Os embriões são transferidos para o útero da mulher em cinco dias após a retirada dos óvulos. Independentemente do método, sempre que possível transferimos os embriões no quinto dia após a coleta, quando eles estão na fase de blastocistos. Mas existem casos em que a transferência tem que ser feita antes, pois os embriões não estão na qualidade esperada. Os embriões são transferidos por meio de um cateter que é inserido no colo do útero da mulher. Uma resolução de 2010 do Conselho Federal de Medicina determina o número máximo de embriões que podem ser transferidos: dois, para mulheres com até 35 anos; três, para mulheres entre 36 e 39 anos; e quatro, para aquelas com 40 anos ou mais

7) O teste de gravidez 
Depois de cerca de 12 dias da transferência dos embriões para o útero, a paciente retorna à clínica para fazer um exame de sangue que vai constatar se ela está grávida ou não. Caso a gravidez seja diagnosticada, uma semana após o teste a mulher vai fazer uma ultrassonografia para uma segunda confirmação. Daí em diante, fará todo o acompanhamento médico previsto em uma gravidez normal.